Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.Não apenas isso, é também uma notável dádiva.Recebemos o dom de usar a palavra, o olhar,as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.O dom de tirar lá de dentro o melhor que temospara cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.Pois não há maior que o de tocar no que há de maisprecioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.Somos psicólogos e trememos diante da constataçãode que temos instrumentos capazes defavorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênçãoque é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portaspara a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.Mesmo na contra-esperança, esperar.E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,do conselho, da minha sinalização.Que as lágrimas que diante de mim rolarem,pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,sejam segredos que me acompanhem até o fim.E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio deter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém quenão tinha com quem contar para dividir sua solidão,sua angústia, seus desejos. Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir que isso só começa quando a gente consegue realmente se conhecer e se aceitar.
Mario gonçalves
quinta-feira, 19 de março de 2009
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